segunda-feira, 7 de agosto de 2017

ONZE CONTRA ONZE

Nenhum esporte provoca mais paixões que o futebol. Este é um fato facilmente observável na sua história nacional, internacional e no andamento , por vezes, surpreendente, das partidas. Um gol nos acréscimos...? Viajando sobre o tema, destaco algumas "explicações"; 1-o futebol trabalha com os pés e as pernas, órgãos com pouca precisão de movimentos, se compararmos com as mãos; 2-possui um número elevado de jogadores (22), o que implica em muitas possibilidades e variáveis em cada jogada; 3-adota  um sistema de regras por vezes confuso, impreciso, como é o caso de uma falta (foi falta ou não foi falta? foi penalty ou não?), o que faz com que o juiz erre com frequência(o célebre juiz ladrão...) que nem sempre é ladrão (*); 4- atrelado ao item anterior, temos o fato de que o erro do juiz faz parte do jogo; dir-se-ia que é um jogo meio torto, malandro, dissimulado, e não é por acaso que deu certo no Brasil; 5- a arte lhe é um atributo essencial, muitas vezes superando a técnica, como é o caso dos grandes jogadores; 6-a dimensão psicológica, por isso mesmo, instável, plástica, influi diretamente no desempenho dos atletas; 7- por fim, mas não a última "explicação" (há dezenas...) ,tudo que foi dito se conjuga para o resultado final de uma partida ser imprevisível, mesmo que os dois times sejam de qualidades técnicas muito desiguais; no basquete, por exemplo, dois times muito discrepantes em técnica tornam o jogo previsível e monótono; no futebol, não, pois"tudo é possível", ao ponto do grande Nelson Rodrigues, amante confesso do futebol, criar o personagem Sobrenatural de Almeida para explicar o inexplicável. Como foi possível o Brasil perder a Copa de 1950 para o Uruguai em pleno Maracanã ? 


( * ) Nelson Rodrigues costumava dizer que o juiz ladrão faz parte do jogo; sem ele, o futebol não é futebol. 

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